#222 “De volta ao mapa da fome” – com Denise de Sordi

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Saudações pessoas! Nesse episódio do Viracasacas recebemos a historiadora Denise de Sordi (@d_desordi) para discutir o retorno do Brasil ao Mapa da Fome. Denise é Doutora em História Social pela Universidade Federal de Uberlândia e especialista em história dos programas sociais brasileiros. Começamos discutindo como o Brasil foi um país pioneiro no combate à fome em anos recentes, algo importante dado o histórico de que sempre fomos um país assolado pela fome. Falamos sobre a história das políticas de combate à fome e como se deu a implantação dos programas sociais brasileiros. A volta ao Mapa da Fome coincide com uma estranha obsessão por parte de veículos de imprensa em fazer notícias glamourizando a carestia e oferecendo “dicas” para substituir alimentos. Por fim, falamos do impacto da pandemia e da destruição, desde 2016, de muitos instrumentos de combate à fome criados e ampliados pelas esquerdas brasileiras. Tudo isso agravado…

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#221 – “Eles vivem (e mugem) com Ira Croft, Andrei Fernandes e Marcos Keller

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Saudações pessoas! No episódio dessa semana recebemos novamente a grande Ira Croft (@Iracroft) que dessa vez está acompanhada dos fabulosos Andrei Fernandes (@Andreizilla) e Marcos Keller (@MarcosKeller), podcasters no Mundo Freak Confidencial (@Mundo_Freak). Juntos vamos discutir cinema e política no filme “Eles Vivem” (1988), obra-prima do diretor John Carpenter. Carpenter foi um dos diretores mais influentes na década de 1980 e criador de sucessos como “Halloween” (1978), “Fuga de Nova Iorque” (1981), “A Coisa” (1982) e “Os aventureiros do bairro proibido” (1986). “Eles Vivem” é provavelmente o filme mais político de Carpenter. Lançado uma semana antes da eleição que daria a vitória a George Bush Sr., antes vice-presidente e depois sucessor de Ronald Reagan, “Eles Vivem” é uma crítica ácida e direta à ao estilo de vida dos Yuppies e à pobreza e desigualdade geradas em decorrência das políticas econômicas da Era Reagan. Falamos sobre a cinematografia de “Eles…

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#220 “Grilagem para Principantes (ou: como ir passando a boiada)” – com Maurício Torres

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Saudações pessoas! Nesse episódio do Viracasacas recebemos Maurício Torres (@Mautorre00), professor da Universidade Federal do Pará (UFPA) e estudioso de conflitos territoriais na Amazônia, para uma AULA MAGNA sobre grilagem no Brasil e a relação entre poder, apropriação de terras públicas e a atual política ambiental. Falamos sobre as diferenças entre a atividade de madeireiros e grileiros nas dinâmicas de ocupação e destruição ambiental: os primeiros operam um corte seletivo de madeira de altíssimo valor, os segundos fazem um desflorestamento total como forma de exercer controle territorial. A grilagem, da prática de dar aparência envelhecida a documentos através da urina de grilos, se tornou um empreendimento muito mais sofisticado. Também falamos sobre a relação entre o roubo de terras públicas, políticas de governo e as constantes anistias a desmatadores e grileiros repetidamente promovidas pelo Estado Brasileiro – velho mantra de que o que falta na Amazônia é a “regularização fundiária”…

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#219 “O fascismo em camisas verdes (e amarelas) – com Odilon Caldeira Neto

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Saudações pessoas! Nesse episódio do Viracasacas recebemos novamente Odilon Caldeira Neto (@odiloncaldeira), professor de História Contemporâena e Coordenador do Observatório da Extrema-Direita no Brasil. O assunto da vez é novamente o Integralismo, o fascismo brasileiro organizado pelos ilustres dos “galinhas-verdes”. Começamos discutindo o livro recente do professor Odilon, escrito em conjunto com o historiador Leandro Pereira Gonçalves, e aproveitamos para comentar sobre as relações entre o Integralismo histórico e o contemporâneo. Falamos sobre como a Ação Integralista Brasileira foi um movimento de massas, inspirado e alinhado aos fascismos europeus mas bastante adaptado às realidades do Brasil. Seu legado, no entanto, é mais difuso e sua memória é também traz consigo um espectro da derrota: apoiaram o golpe do Estado Novo depois tentaram depor Getúlio Vargas, apenas para assistir seu movimento cair na ilegalidade e testemunhar a derrota das potencias do Eixo na 2a Guerra. O alinhamento aos fascismos e…

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Todos os caminhos levam aos quartéis

*Texto da coluna ehvarzea que foi ao ar em 04/12/2020


Em 2018 nos dias seguintes à ameaça do General Villas Boas ao STF eu disse que a era do juízes e promotores célebres estaria chegando ao fim: viveríamos a era dos generais. Meses antes Villas Boas havia defendido seu colega, o General Mourão, já célebre pelos ímpetos golpistas que volta e meia verbalizava em lojas maçônicas pelo país afora.

A juristocracia brasileira, incensada pela mídia como uma ferramenta de destruição das esquerdas, rapidamente passava a ser coadjuvante num processo que culminaria de destruição do próprio país. Sob a desculpa de manutenção da ordem, a manobra de Villas Boas foi defendida por muita gente que queria ver o Partido dos Trabalhadores enfraquecido na disputa eleitoral. Derrotado nas urnas, o PT deu lugar ao bolsonarismo que, tão logo chegou ao poder, infestou o alto escalão da República com militares da ativa e da reserva.

Há uma opinião popular nos grandes veículos de mídia brasileiros de que os militares seriam “técnicos”, “competentes”, “capazes” e “respeitadores da democracia”. Cada vez que o bolsonarismo apronta das suas – do negacionismo da pandemia à destruição das relações internacionais do Brasil – os militares são chamados para dar um contraponto “moderado”. O desespero dos tolos foi capaz de produzir a ilusão de um improvável General Mourão Moderado.

Mas que moderação? As Forças Armadas brasileiras aprenderam, em diversos momentos, que o melhor inimigo é aquele que se fabrica. Sertanejos em canudos como ameaça à ordem. Camponeses espoliados no Contestado como inimigos da Nação. Plano Cohen, a conspiração comunista inventada que cedeu argumento para a implantação da Ditadura de Getúlio Vargas. O Golpe de 64 descrito como uma “contrarrevolução” que teria salvado o país de uma “ameaça comunista”. O AI-5 gerado a partir dos atentados, em sua maioria, cometidos por militares para jogar a culpa nas esquerdas. A re-embalagem dessa ameaça vermelha na Nova República a partir de fantasias neofascistas como o “marxismo cultural”… O inimigo imaginário é o melhor inimigo, especialmente porque ele não precisa ser combatido de fato. A imaginação justifica o arbítrio e esconde a incompetência, incompetência que torna possível aos nossos fardados sugerir aos seus colegas chilenos que os protestos naquele país poderiam ser resultado da interferência de George Soros.

No Brasil de hoje todos os caminhos levam aos quartéis. Os militares ditam o que é aceitável na política e Bolsonaro é o testa de ferro perfeito. Sua incompetência, burrice e temperamento explosivo faz com que poucas manchetes sejam dedicadas aos mandos e desmandos dos mais de 3 mil militares que acumulam cargos no governo.

Todos os caminhos levam aos quartéis quando um homem negro, cliente de um hipermercado, é assassinado na frente das câmeras por uma indústria de segurança privada gerida por policiais militares. Todos os caminhos levam aos quartéis quando a Ditadura militar ajudou a organizar grupos de extermínio que mais tarde virariam as milícias, o poder paralelo que ameaça de morte e mata políticos das esquerdas – principalmente mulheres negras.

Talvez seja essa a sina de uma democracia imperfeita, criada a partir de um golpe militar… golpe militar este, resultado do empoderamento das classes militares a partir do banho de sangue que foi a Guerra do Paraguai. Mas a julgar pela qualidade dos “herdeiros” (e aqui abuso das aspas) da família que circulam por aí, talvez o Marechal Deodoro da Fonseca tenha mesmo nos feito um grande favor…

Talvez o mundo fosse mais simples e melhor quando os brasileiros acreditavam em fantasias como o respeito das Forças Armadas à democracia. Esse respeito é condicional, vejam bem. Os fardados sempre se arrogaram a fiadores da nossa frágil democracia. Quando voltamos à sabotagem da Comissão da Verdade, as homenagens repetidas aos operadores dos porões, e o endosso ao projeto Bolsonaro… os generais podem responder com um singelo “mas isso tudo ainda é democracia, né? Não fizemos como em 1964” entre uma nota ameaçando o STF e outra…

Sempre repito que gosto dos livros do Elio Gaspari sobre Ditadura não exatamente porque causa da perspicácia do autor, ou suas opiniões: gosto porque ali estão registradas muitas opiniões dos próprios generais que tocavam essa República Banânica. E há uma frase repetida do prólogo do primeiro livro ao fechamento do último: a de que os militares criaram a Ditadura e acabaram com ela. Assim mesmo, como se fossem os protagonistas únicos de todos aqueles 20 anos de desgraças. Como se fossem o veneno e o antídoto, alfa e ômega… mas só até a primeira comissão de investigação dos crimes de Estado, aí até o torturador de crianças se torna o mais puro dos heróis.

Esse cinismo canalha, esse duplipensar tão típico é a força motriz do Brasil atual. As Forças Armadas, empoleiradas em Brasília, olham por nós como sacerdotes divinos, além do alcance de qualquer poder, de qualquer escrúpulo, fingindo que estão feridos por colunas de opinião educadinhas ou bravatas como essa daqui. Crentes que sua aura de lei e ordem basta a esse país autóctone eles se dão ao luxo de, por exemplo, deixar de exercer o controle, rastreabilidade e identificação de armas de fogo e munições. Ou, quem sabe, de nomear um Ministro da Saúde que saiba o que é o SUS. O mais importante é simular guerra na Amazônia junto ao exército dos EUA para ajudar na fracassada tentativa de reeleição de Donald Trump. Ou, quem sabe, espionar cientistas em convenções do clima, ou monitorar padres no Vaticano.

Todos os caminhos levam aos quartéis. Já faz um tempo que quando um cidadão de bem se sente ofendido por uma opinião alheia ele corre pra esconder atrás de um general, ou quem sabe um operador dos porões. Enquanto isso o Brasil toca a vida como sempre tocou, com os generais estrelados ornando a abóbada celeste enquanto os civis insignificantes torcem pra não ser alvo de um excludente de ilicitude já que, por mais imaginário que seja o inimigo, a munição é real.

#209 “Parte dessa massa…” – com Gustavo Mano

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Saudações Pessoas! Nessa semana recebemos de volta Gustavo Mano, o Cidadão Médio – ou só Mano, para os íntimos e nem tão, assim – (no Twitter: @manotelli) para revisitar a pergunta: vai passar? Entre a normalização pandêmica e o caos político assistimos a acontecimentos estranhos e devastadores, e nos perguntamos o quanto há de adoecimento psíquico nos movimentos políticos da extrema-direita contemporânea. O que leva alguém a morrer por um bilionário narcisista como Donald Trump ou cópias nacionais de baixo orçamento…? Por outro lado, esse tipo de conexão de massas através de teorias da conspiração seria uma forma de “criar o comum” através da manifestação de emoções poderosas? Discutimos isso tudo e muito mais, pensando em propaganda, psicologia de massas, fascismos enquanto contemplamos esse gigantesco monte de estrume.

Dicas Culturais

(Livro) Diante de Gaia
(Jogo) Shadowrun Collection
(Série) Night Stalker

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EH VÁRZEA 008 – pequenas verdades, grandes mentiras

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Na coluna dessa semana Carapanã fala sobre a relação entre mentira e política na construção da nova direita.

Referências

As Pequenas Verdades e a Nova Direita
Juden im Ersten Weltkrieg
Kurt von Schleicher the soldier and politics in therun-up to national socialism: a case study of civil-military relations
Opinion | 1918 Germany Has a Warning for America
O Nascimento da Ideologia Fascista

Escute o Viracasacas e o Eh Várzea diretamente no link do feed (AQUI) e/ou faça download, ou também nos agregadores e serviços de streaming:

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#207 Vacinas, “tratamentos” e generais – com João Alho

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Saudações pessoas! Nesse episódio do Viracasacas recebemos novamente João Alho ( @reumalho ), médico e professor universitário, para uma conversa sobre vacinas, colapsos, tratamentos milagrosos, e os estranhos processos pelos quais passa a medicina nesses tempos de pandemia. No Brasil de 2021, o Governo Bolsonaro corre atrás da vacinação depois de meses desdenhando de qualquer esforço para desenvolver ou comprar um imunizante. A irresponsabilidade criminosa de Jairzinho e seus Milicos fez com que a Coronavac do Butantã se tornasse o único imunizante disponível e, mesmo assim, depois de uma ampla campanha de descrédito da vacina articulada por bolsolavistas. Depois da euforia do anúncio da vacina, a realidade dura de que não temos doses suficientes para atingir a vacinação em massa se impõe e, infelizmente, não parecer haver qualquer solução à vista enquanto Bolsonaro e sua quadrilha ocuparem o poder. As cenas de morte, desespero e caos em Manaus, logo depois…

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#206 Donald Trump e a Revolta dos Otários – com Tanguy Baghdadi e Amauri Gonzo

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Saudações pessoas! Nessa edição do Viracasacas recebemos o professor de Relações Internacionais, apresentador do Petit Journal (Twitter @Petit_Journal_ ) e especialista em TRETAS GLOBAIS, Tanguy Baghdadi (Twitter @tbaghdadi ); também trazemos Amauri Gonzo (Twitter @amaurigonzo ), editor na Ponte Jornalismo e podcaster no A Fita (Twitter @afitapodcast ). Pois bem, nesse episódio discutimos o cenário que levou aos eventos do dia 06 de Janeiro de 2021, em Washington D.C., onde uma turba de trumpistas invadiu o Capitólio para tentar impedir a certificação de Joe Biden como presidente. Primeiro, analisamos os impactos desse acontecimento nos cenários nacional e internacional. Falamos também sobre como diversos grupos extrema-direita estavam presentes e como esses grupos estão relacionados com políticos do Partido Republicano. Num país profundamente marcado pela própria mitologia (e hipocrisia) sobre democracia e formação nacional Trump conseguiu sujar tudo de forma impressionante. O para onde a coisa vai a partir daqui? Trump finalmente…

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#204 “Nova política”: agora vem? Agora vai? – com Samir Salim Jr.

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FELIZ ANO NOVO, PESSOAS! O Vira entra em 2021 com a corda toda e traz um querido convidado de volta: Samir Salim Jr. (No Twitter: @samirsalimjr ) , jornalista, especialista em marketing político e também em tendências da tecnologia vem falar conosco sobre a “nova” política – ou nem tão nova assim.

Quais os desafios das bancadas-novidade eleitas em 2020 na vereança? Quais as estratégias que precisam ser adotadas para a convivência com a estrutura (já, bem antiga). Até onde se pode ir, estrategicamente, em certas defesas de pautas? Qual o real papel de redes e plataformas como Twitch e Discord – e mesmo o YouTube e podcasts – nesse cenário? O que podemos, devemos e vamos (talvez) acabar fazendo, porque, sim 2022 já começou!

CONHEÇA E SUBSCREVA : Salim Samir Jr. é sócio e editor da InterfacesNews, uma newsletter sobre tecnologia e comportamento que comenta novidades na área e…

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